Freqüência Cardíaca e Exercícios
Qualidade de Vida
A realização de exercícios ou de uma prática esportiva mobiliza o sangue do corpo para os músculos e, com isso, aumenta o número de batimentos cardíacos, que é o que se chama de freqüência cardíaca.
Essa pode chegar a níveis perigosos, alterando o ritmo do coração causando prejuízo à sua irrigação, levando à estafa do músculo cardíaco com falência e até morte do indivíduo.
A freqüência cardíaca é o melhor parâmetro para se monitorizar a atividade física e não pode exceder a certos limites.
A freqüência cardíaca deve subir até um determinado limite que varia conforme a idade, o objetivo do exercício e o próprio condicionamento de cada um.
Existem mapas que mostram esses cálculos, os quais o médico e o preparador físico, verificam para cada caso.
Veja a seguir uma regra prática de cálculo da freqüência cardíaca adequada para a idade, através da fórmula:
Valor procurado máximo para treinamento cárdio-respiratório = (220 - idade) x 0,85
Valor procurado mínimo para treinamento cárdio-respiratório e máximo para perda de peso = (220 - idade) x 0,75
Valor procurado mínimo para perda de peso = (220 - idade) x 0,65
Exemplo: indivíduo com saúde, sem restrições, de 50 anos, que deseja perder peso:
FC máx = (220 - 50) x 0,75 = 128
FC min = (220 - 50) x 0,65 = 110
Este indivíduo deve trabalhar com a FC entre 120 e 127. Este mesmo indivíduo, querendo treinar:
FC máx = (220 - 50) x 0,85 = 144
Agora deve treinar entre 127 e 144 b/m.
A eficiência do condicionamento físico pode ser estimada pela maior rapidez do retorno do pulso aos valores tidos como normais quando em repouso.
O limite de segurança e eficiência do condicionamento podem ser controlados através da freqüência cardíaca, medida pelo pulso arterial, imediatamente após o exercício e, novamente, depois de um minuto de repouso.
O grau de condicionamento e seu progresso podem ser estimados pela rapidez da queda desse valor.
S. Al-Obaidi e colaboradores, fisiatras, da Universidade do Kuwait, examinaram 101 pessoas sem doença cardíaca ou pulmonar, com idade média de 31 anos (variando de 22 a 44), que faziam exercícios para a coluna lombar, de pé ou deitado, com séries de 10, 15 ou 20 exercícios, de flexão e extensão seguidos com um intervalo de 15 minutos cada um.
Os autores observaram que houve variação na freqüência cardíaca, após 10 repetições, de flexão e extensão na posição deitada, mais do que na de pé, o mesmo fato se repetiu com 15 ou 20 exercícios.
Os autores chamam a atenção para esse detalhe a ser examinado pelos fisioterapeutas e professores de educação física.
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